O CAMINHO COMEÇA  EM TUA  CASA


Um amigo escreveu a outro perguntando: 
Como fazer para encontrar o caminho? 
E o outro amigo respondeu com a seguinte mensagem: 
Bendito amigo!
Queres o CAMINHO? 
Queres entrevistar-te com os anjos sagrados? 
Queres receber de teu Pai Interno a aspada da Iniciação? 
Pois ouça com atenção o que este pequeno servidor tem a dizer: 
Não busques mudar o mundo sem antes aprender a arrumar a tua própria cama. 
O CAMINHO começa dentro de tua casa. 
De que serve lindas palavras e belos discursos se te falta carinho e compreensão dentro de teu lar? 
De que serve frequentares os templos e as igrejas se tua esposa, pais, irmãos ou filhos, são alvos diários de tuas grosserias e mau humor? 
De que vale o ar de santidade, se atrás dele tu escondes o hábito de impor tuas vontades e desejos perante os que te cercam? 
Reflita e sê sincero: 
Acaso não pensas que és superior a tua esposa, tua mãe ou teu irmão? 
Freqüentemente interrompes tua esposa para expor suas opiniões e pontos de vista? 
Criticas constantemente as falhas daqueles que vivem ao teu lado? 
Irrita-te com facilidade quando alguém dentro de tua casa discorda de tuas idéias? 
Bendito amigo! Seja honesto e esforça-te para mudar. 
Teu lar deve ter o perfume da santidade e nele deve abundar a luz do companheirismo, da alegria, do carinho, da tolerância, da amizade e do profundo amor e respeito. 
Quando se anela o CAMINHO, não há espaço para rispidez ou grosserias. 
Engana-se aquele que mascara sua dureza de coração com frases retiradas de livros sagrados. 
As palavras duras ou ríspidas devem desaparecer no trato diário. 
Ambos, marido e mulher, desdobram-se para agradar desinteressadamente a um e ao outro. Não há imposições, proibições, dúvidas, medos, ciúmes ou pressões. Há apenas o anelo de fazer teu cônjuge sorrir e estar feliz. 
Há apenas a compreensão e aceitação do que cada um é, e do que cada um pode vir a ser.

Nunca aponte um defeito em teu cônjuge, a não ser que ele mesmo procure tua ajuda e te peça para fazê-lo. E, assim mesmo, tenha todo cuidado para que tuas palavras não te atraiçoem, deixando escapar tua incapacidade de perdoar mágoas e rancores do passado. 
Não permitas que tua voz se altere ou que teus pensamentos ou emoções carreguem as mágoas e os rancores acumulados, tão comuns aos matrimônios antigos. 
Pondere sempre tuas palavras e cala-te se fores incapaz de falar com doçura e carinho. 
Mas, se assim mesmo, fores surpreendido pela tua incapacidade de ser terno, humildemente peça perdão e trabalhe intensamente para eliminar as causas dessa ignorância. 
Seja imensamente grato por tudo que teu cônjuge fizer por ti. Permita-lhe que saiba de tua gratidão diária expressando-a através de atos e palavras sinceras. 
Não confundas amor com paixão, assim como também ternura e carinho com sentimentalismos e apegos. 
No matrimônio de um INICIADO jamais podem existir a paixão e o apego sentimental. 
A paixão pertence à esfera do animal e do irracional. É fruto da fantasia e dos sentidos desenfreados. 
Onde há paixão, verdadeiramente não há amor. 
Aquele que se deixa guiar pela paixão é um cego que anda a beira de um precipício. 
Se, de fato, queres o CAMINHO, lembra-te que o corpo de teu cônjuge é o templo do Espírito Santo e é nele que tu freqüentemente oficiarás os ritos sagrados da união sexual. 
Quanto ao apego e sentimentalismo, cuida-te para não caíres vítima do tempo. 
O tempo aprisiona a alma, cegando-a com o comodismo. 
O tempo não deve ser seu inimigo e sim seu aliado, mas para isso deves eliminar a ilusão do apego à forma. Logo, não deixes que teu coração se torne prisioneiro de uma forma masculina ou feminina. 
Lembra-te constantemente que tua esposa ou teu esposo é a expressão de teu Sagrado Ser, que a ti lhe foi entregue para trabalhares até que possas desposar-te com a Divindade. 
Por isso, santifica teu cônjuge, abençoando-o todos os dias.

 

Por último, lembra-te, que a fidelidade é uma das bases do templo sobre o qual edificarás a majestade que está oculta em ti. 
Não seja tolo, iludindo-te com a sensualidade do mundo, que a todos impulsiona cada vez mais ao fatalismo das separações, fruto de uma cultura caduca e degenerada. 
Raríssimas são as separações permitidas pela Lei Divina, por isso não te enganes com as fantasias que te são impostas pela frivolidade dos costumes desvirtuados de nossos dias. 
Recorda-te que tu nasceste para ser feliz.
Nasceste para ser senhor de ti mesmo. 
Não foste trazido ao mundo para ser escravo dos costumes sociais e dos pensamentos que te cercam. 
Logo, desconfia dos costumes sociais e dos valores que te foram impostos, ainda que te pareçam atraentes num primeiro momento. Se tais costumes e valores fossem bons, a humanidade há muito já teria conhecido a abundância e a felicidade. 
Cuida do tesouro que está em tua casa, ao teu lado. Aí tens o material para iniciar-te no CAMINHO.

 

Bendito sejas

 

De quem te respeita

Daniel Ruffini

 

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